10 mudanças no agro para os produtores ficarem atentos em 2018 – Parte 1

Para permanecerem sempre competitivos, os produtores rurais precisam estar conectados às mudanças no cenário agro, e antecipar-se a essas mudanças proativamente, para não ficarem para trás. Segundo Richard Brock, CEO da Brock Associates (uma empresa de marketing de commodities dos EUA), “os agricultores precisam de uma estratégia de crescimento para sobreviver. Planeje crescer 6% ao ano”, diz ele. “Para ter sucesso, produtores rurais precisam se familiarizar mais com ferramentas de gestão de risco, além de educar aqueles que virão em sua linha sucessória.”, acrescenta Brock.

Pensando em auxiliar seus clientes, a Brock Associates fez uma pesquisa e mapeou os dez temas em que os produtores rurais – não só dos EUA, mas de todo o mundo – devem ficar de olho nos próximos anos.


Fazendas mudando de tamanho


Analisando os 10 países de maior produção rural do mundo: Turquia, Alemanha, Japão, México, França, Rússia, Índia, Brasil, Estados Unidos e China, nota-se que a média de idade do produtor rural é de 57 anos, e que 30% deles tem mais de 65 anos. Mais de 82% desses produtores rurais possuem mais de um filho, o que significa que suas terras serão divididas em um processo hereditário. Aqui no Brasil essa realidade é ainda mais presente. A média de idade dos produtores rurais vem caindo ano a ano, indicando que essa sucessão já vem ocorrendo.

A tendência é que fazendas do mundo todo venham a diminuir de tamanho, até atingirem um ponto de equilíbrio.


Aceleração da tecnologia


Além de sua intuição, os agricultores passam a poder contar com a análise de dados e com a inteligência artificial para tomar decisões sobre o momento de plantar, colher, o uso de defensivos agrícolas, correções de solo, etc. Novos produtos (como o FarmGO, por exemplo) já permitem ao produtor utilizarem-se de imagens aéreas de suas propriedades, sensores multiespectrais, mapas de solo e milhões de pontos de dados meteorológicos, partidos inclusive de estações instaladas dentro de sua propriedade rural.

O potencial das bases de dados, formadas a partir dessas ferramentas de gestão, será objeto de grande debate nos próximos anos, a iniciar-se em 2018.


Evolução da Biotecnologia


Os alimentos transgênicos chegaram para ficar, mas ainda enfrentam uma série de barreiras políticas e de opinião pública. Em alguns estados dos EUA, assim como aqui no Brasil, já tramitam projetos de lei que levantam um debate sobre a necessidade ou não de rotulação dos produtos feitos a partir de grãos geneticamente modificados.


Especializar para Continuar


A produção agrícola está cada vez mais especializada. Nos EUA, os agricultores estão se especializando cada vez mais em determinados nichos produtivos, abrindo mão das culturas de larga escala, como soja e milho convencional. Hoje, os agricultores se diversificam com produtos orgânicos, não-transgênicos, soja com alto teor de ácido oleico e milho com maior teor de amido, por exemplo.


Escassez de recursos


Graças às técnicas modernas de irrigação, conseguiu-se um crescimento de aproximadamente 40% na produtividade desde 1961, mas o abastecimento de água é um recurso limitado. Nos EUA, a grande preocupação é com o Aquífero Ogallala, que fornece 30% da água para irrigação do país. Se a tendência continuar, o aquífero será esgotado em 69% em 2018, de acordo com estudos ambientais.

Em algumas regiões do Brasil, a história não é diferente. As obras de transposição do rio São Francisco levaram água para algumas regiões em que essa era praticamente inexistente, mas isso não resolveu o problema: há uma limitação para que os produtores rurais não irriguem mais do que meio hectare.

Além disso há o problema das mudanças climáticas, fato que ainda gera bastante debate junto à comunidade científica. Nesse debate, contudo, há algo unânime: para cada aumento de 1ºC na temperatura global, a produtividade das principais culturas é reduzida em 10%.


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