A Linha do Tempo do Agronegócio Brasileiro - Parte II

O agronegócio é o grande motor da economia nacional, registrando avanços significativos com relação a outras potências mundiais. Dessa forma, mantém-se como setor de grande capacidade empregadora e de geração de renda, cujo desempenho atual tem superado o desempenho do setor industrial, ocupando assim a posição de destaque no cenário global.



Vamos conhecer, a seguir, quais os motivos que levaram nosso o país a se tornar uma das potências mundiais no agronegócio.



Nos anos 70 tivemos o que podemos chamar de "maior revolução já introduzida dentro do agronegócio brasileiro": o Sistema de Plantio Direto. O Paraná, em especial, foi o precursor da tecnologia no país. O primeiro plantio direto de que se tem notícia foi feito na região de Rolândia, no norte do Estado, pelo produtor Herbert Bartz, em 1973. Ele havia viajado para os Estados Unidos, conheceu essa técnica inovadora e trouxe-a para ser aplicada também no Brasil.



O sistema de plantio direto surgiu diante da necessidade de tornar mais sustentável a produção agrícola, minimizando os custos com insumos e otimizando o aproveitamento das áreas de plantio. E esses objetivos foram realmente alcançados. Mais de quatro décadas depois de implantada no país, a tecnologia ainda é tida como uma das mais importantes alternativas para a agricultura sustentável.



Com o plantio direto, o agricultor se protege contra os principais problemas que degradam o solo e, ainda, consegue incrementar seu sistema de produção, melhorando a produtividade e economizando bastante os seus custos de produção. Dentre as vantagens do plantio direto estão a garantia de se reduzir a extração de nutrientes e a erosão superficial do solo, mantendo sua vida microbiológica, garantindo uma melhor ação dos adubos químicos e permitindo o sucesso de todas as reações químicas no solo. Dentro desta nova forma de plantar, o novo sistema passou a ser orientado por três procedimentos base, conhecidos como projeto “3Rs”: rotação de culturas, resíduos no solo (plantio na palha) e roots (raiz, no sentido de imobilidade do solo e reciclagem de nutrientes).



Como vimos, o agro brasileiro teve um grande impulso entre as décadas de 1970 e 1990, pois a tecnologia agregada trouxe o que havia de mais moderno em Ciência e Inovação para o agronegócio, auxiliando assim o produtor que antes atuava baseado apenas no conhecimento transmitido através das gerações ou de sua experiência empírica na propriedade. O país passou então a chamar a atenção de todos os nossos parceiros e competidores, demonstrando o seu potencial produtivo elevado perante as condições globais. Com o modelo de negócio sendo transformado entre as décadas de 60 a 80, as funções de armazenar, processar e distribuir produtos agropecuários, assim como as de fornecer insumos e fatores de produção, foram transferidas da fazenda para organizações produtivas e de serviços nacionais e/ou internacionais, fora da fazenda, motivando ainda mais a indústria de base agrícola. Os movimentos cooperativistas de fortaleceram, principalmente na região Sul do país, permitindo que a aquisição e a logística de insumos fosse concentrada em núcleos para atendimento de centenas de propriedades rurais. Essas cooperativas passaram, ainda, a receber a produção de seus cooperados, industrializando e comercializando os produtos finais em mercados cada vez mais globalizados.



Ao mesmo tempo, a expansão do ciclo produtivo para áreas nas regiões Centro-Oeste e Norte/Nordeste do país permitiram a criação de novas fronteiras agrícolas, operadas por médios e grande produtores e onde as indústrias de insumos agropecuários buscaram fortalecer sua atuação através de distribuidores e revendas de insumos.



Além de insumos cada vez mais modernos e efetivos, que contribuíram muito para o crescimento produtivo brasileiro, a aplicação de tecnologia também passou a ser ofertada aos produtores rurais através de serviços agregados a esses insumos, levando as mais modernas técnicas produtivas ao alcance de todos.



Surge, então, a Agricultura 4.0, termo derivado da Indústria 4.0, que remete à digitalização dos processos de produção. Esse fenômeno, iniciado a partir de ações de Agricultura de Precisão, vai além da simples mecanização do campo. As operações e decisões passam a ser orientadas com base em dados baseados no microclima da propriedade, dos dados da terra, dos históricos das lavouras, imagens de satélites e drones, etc.



Além disso, os diversos dispositivos conectados e integrados permitem a automação dos processos decisórios, apoiando o monitoramento produtivo em tempo real e ações de manejo que visam preservar as lavouras conforme a dinâmica do campo. Isso está intimamente relacionado ao conceito de IoT (Internet of Things), que utiliza dispositivos como sensores e comunicadores para coletar informações importantes sobre o que está ocorrendo no campo. Com isso, equipamentos, softwares e profissionais trabalham de modo conectado e otimizado, obtendo o melhor resultado produtivo.



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