Calendário Agrícola – Conheça como funciona - Parte 4




Chegamos ao último post da nossa série sobre o Calendário Agrícola. Iremos abordar diversos fatores antes do plantio que podem fazer a diferença futuramente.

A escolha das culturas produzidas, como abordamos nos últimos posts, é de extrema importância, e também é uma das etapas mais complexas no ciclo da agricultura.

É preciso conhecer os aspectos que são imprescindíveis na hora de fazer a escolha das culturas.


O potencial da rotação de culturas durante o ano


Os frutos mostrados pela rotatividade das culturas abordadas não só vistos apenas no lucro, mas também estão ligadas a qualidades físicas, químicas e biológicas do solo. Um processo complexo que precisa de muito estudo e acompanhamento para que pragas e outras várias doenças não se tornem comum no cultivo.

O sistema de rotação precisa ter alguns “mandamentos” para que seja feito assertivamente:

ser capaz de aproveitar vários tipos de nutrientes;

produzir quantidade significativa de fitomassa;

promover boas condições ao solo;

ser suscetível a pragas e doenças diferentes;

ter renda direta na produção atual ou nas subsequentes.


Na qualidade física, o solo fica mais poroso, fazendo com que a água filtre com mais agilidade e praticidade, evitando sua aglomeração, melhorando assim a estrutura do solo.

Na qualidade química, os benefícios são vários. Entre eles, o fornecimento de nutrientes como o fósforo, aumento da quantidade da biomassa e quantidade de nitrogênio. Aumento da capacidade de cátions e muitos outros.

Na qualidade biológica, os micro organismos exercem papéis diferentes dentro da rotatividade. Ciclagem de nutrientes, decomposição de matérias orgânicas, fixação de elementos como o nitrogênio, entre outros.

Mas, para entender melhor como funciona na prática essa rotatividade, vamos dar uma olhada na principais culturas de grãos do país.


SOJA

É engraçado pensar que os grãos das nossas principais culturas estão ligados, mesmo sendo diferentes. É o que se percebe com relação ao plantio da soja e do milho. Quando cultivada posteriormente ao milho, a soja apresenta respostas positivas, com um rendimento 12% maior do que em solo comum. O cultivo do milho aumenta a produtividade da fitomassa na área de superfície e acaba regenerando o solo. Os resultados são mais positivos após a plantação do milho de verão.

Há também, o uso das forrageiras, funcionando dentro das estratégias de rotação com a soja. É uma alternativa viável para conectar sustentabilidade com as culturas. O principal objetivo das forrageiras é aumentar a produção de palhada, podendo fazer o resgate da qualidade do solo mais rapidamente.


MILHO

O milho é versátil. Além do auxílio do solo para o cultivo da soja, ele possui duas safras de extrema importância: uma no verão e outra no inverno. Nos dois casos, ele ajuda a compor o sistema de rotação.

Quando cultivado sobre a palhada de plantas de cobertura, o milho tem um melhor desenvolvimento. Isso acontece pela sua habilidade de fixar o nitrogênio.

Na safra de inverno é uma alternativa plausível para melhorar o uso do solo, aumentando a renda do produtor.

Porém, neste período, o efeito da conexão da rotação com a sequência milho-soja-milho pode ser prejudicial. Os restos vegetais deixados pelo milho de inverno podem fazer com que o solo não fique 100% coberto para o uso posteriormente. Com isso, a erosão hídrica é facilitada.


Existem muitos estudos e técnicas a serem aplicadas nas rotações dos cultivos e regras propostas pelo calendário agrícola. Esperamos que você tenha gostado do conteúdo e que alguns problemas encontrados na lavoura sejam resolvidos com essa estratégia.


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