Desafios do Agronegócio: Como garantir a alimentação da população mundial no futuro?

Há aproximadamente 50 anos atrás, existiam previsões afirmando que, nos dias de hoje, a agricultura não seria capaz de alimentar a grande população mundial. Haviam também outras que relatavam sobre a realidade brasileira, dizendo que o cerrado do nosso país possuía um solo muito ácido para o cultivo em larga escala dentro Agronegócio. Entretanto, como todos nós podemos ver, estas previsões não se mostraram assertivas dentro da nossa realidade.




Originalmente, esses argumentos surgiram com base na lógica de que as terras agricultáveis eventualmente não seriam capazes de se expandir o suficiente, buscando alimentar uma população humana que cresce exponencialmente. Basicamente, a demanda por alimentos seria superior à produção das lavouras. Felizmente, a criatividade e determinação dos produtores e das organizações do Agronegócio mostraram um grande número de inovações, melhorando em muito a produção sem que fosse necessário um grande aumento nas áreas de cultivo. O resultado foi a superação completa dessas expectativas em nossos dias.




Mesmo que essas vitórias tenham sido decisivas para o campo, em especial no nosso país, é natural que a história se repita de forma cíclica, e dilemas similares apareçam em nossa frente. Nos dias de hoje nós vivemos uma situação muito parecida com aquela: a previsão de que em cinquenta anos a população do mundo aumentará de forma desmedida, com um consumo superior e concentrações urbanas ainda mais densas, enquanto a demanda por alimentos é disputada e preços podem ser instáveis. Por outro lado, a base das mesmas soluções que foram usadas no passado para resolver esse problema ainda se aplica: uma combinação de criatividade e determinação para trazer a inovação e a tecnologia ao campo.




As tecnologias que temos hoje otimizam a produtividade agropecuária em diversos aspectos. A agrometeorologia chegou a um nível de previsão muito assertivo, fazendo uso de estações meteorológicas de pequeno porte no campo e serviços providos por satélites. Esses mesmos satélites também coletam imagens da lavoura em todas as suas fases, identificando áreas que precisam de mais ou menos fertilizantes e defensivos, ou a localização exata de pragas antes que elas comprometam a safra. As novas máquinas também estão equipadas com telemetrias modernas e as indústrias de defensivos aprimoram suas fórmulas a cada ano. Mais audaciosamente, a ciência genética promete ser mais segura e assertiva em seus testes.




Quanto aos arranjos produtivos familiares no Agronegócio, a aplicação da tecnologia e de ferramentas de gerenciamento e conectividade com o campo também aumentaram muito. Os desafios sempre frequentes com logística, monitoramento de estoques e seguranças fiscais podem ser atendidos pelo uso de sistemas de ERP que combinam a facilidade do uso com a robustez que o Agronegócio precisa, acompanhados de painéis analíticos que traduzem todo o tipo de dados em informações confiáveis. Novos aplicativos e estratégias de CRM também mantém um contato sempre presente com o produtor rural, garantindo tanto a produtividade de suas safras como a saúde financeira da organização que o fideliza, além de identificar e mapear o perfil do homem do campo, desde suas culturas e inventário de máquinas até seus comportamentos de consumo.




Todas essas tecnologias deixaram de ser ficção há muito tempo atrás – de fato, algumas estão se tornando lugar-comum em algumas áreas do nosso próprio país. O Agronegócio possui uma responsabilidade muito grande na superação desses desafios, e a contribuição brasileira mostra que estaremos na dianteira das batalhas rurais pela produtividade. Mesmo nos tempos das projeções negativas do Século XX, citadas no início deste texto, haviam também pessoas confiantes de que a inovação eventualmente venceria qualquer barreira para o futuro. Hoje, assim como no passado, um esforço dos profissionais agrônomos, produtores rurais e, principalmente, das organizações do agronegócio – sejam cooperativas, cerealistas, revendas ou indústrias – precisam ser direcionados para levar ao campo essas inovações. Somente assim, dentro de mais 50 anos poderemos provar pela segunda vez que, quando o Agronegócio é trabalhado com a tecnologia ao seu lado, nada é capaz de deter o seu desenvolvimento e sua produtividade.




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