O que esperar de resultados da Agricultura 4.0?

No post “Os novos rumos da agricultura: o que esperar das novas tecnologias do campo?” abordamos a mudança que a tecnologia tem trazido para as atividades no campo, que, de tão grandiosa, já é nomeada como a quarta grande revolução na agricultura, ou Agricultura 4.0.

Mas quais são os resultados práticos disso? O que já se tem de resultado concreto dessa quarta grande revolução?

Em um cenário aonde a sociedade é cada vez mais contra a abertura de novas áreas cultiváveis (através do desmatamento), cada vez mais atenta aos malefícios do uso exagerado de defensivos agrícolas e com uma população cada vez maior, mais demandante de produção de alimentos, a Agricultura é realmente capaz de aumentar a produtividade, reduzir custos e impactos ambientais?


Os primeiros resultados


“Agricultura 4.0” é um conceito bastante recente, mas as primeiras evidências parecem bastante promissoras: segundo dados do primeiro trimestre de 2017 da CEMA – Comitê Europeu de Maquinário Agrícola – fazendas na Alemanha que já estão utilizando de tecnologia digital avançada mostraram os seguintes resultados:

•    10% de aumento de produtividade por hectare;
•    18% de redução no uso de defensivos agrícolas;
•    20% de redução de custos com diesel.

Novamente: estamos falando de algo muito recente, e extremamente dinâmico, de rápida evolução. Se pararmos para pensar no potencial máximo desse novo conceito, as chances de que os resultados descritos acima sejam somente a ponta do iceberg são gigantescas. Nos próximos anos, com a constante evolução dos equipamentos, com certeza esses resultados serão ainda melhores.


E no Brasil?


O Brasil já é considerado um país de destaque na Agricultura 4.0, com diversas startups e novos produtos surgindo integrando e incorporando processos de agricultura de precisão. O uso de máquinas inteligentes guiadas por GPS para plantio, tratamento de pragas e colheita de precisão cresce cada vez mais, mesmo com as dificuldades de acesso e o alto custo de importação de maquinário.

Na programação de pesquisa da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – já existe um portfólio de pesquisa sobre temas da transformação digital e da automação na agricultura, com 22 projetos de pesquisa nessa área, mostrando que a Embrapa tem dado grande atenção ao assunto.

Em entrevista para a Agrishow, o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, disse que incorporar os conceitos da agricultura 4.0 significa também abrir oportunidades de inovação e diversificação que serão essenciais para o país no futuro. Com a bioeconomia e a transformação digital operando em sintonia e sinergia é possível dinamizar segmentos essenciais da agricultura, fortalecendo a posição de vanguarda do Brasil na produção de alimentos, fibras, energia e biomateriais.

Mesmo com a Agricultura 4.0 já sendo realidade em algumas áreas, até mesmo aqui no Brasil, não há dúvidas de que há um enorme potencial ainda não explorado em termos de processos de produção totalmente integrados, automação de processamento de dados, data mining, inteligência artificial, computação cognitiva e a aplicação na agricultura do que especialistas chamam de Ecossistemas Digitais Inteligentes – smart digital ecossystems (SDEs).


Não há mais volta, a Agricultura 4.0 veio para revolucionar o agronegócio. Estar na vanguarda dessa mudança irá trazer enormes resultados para sua empresa, bem como um grande diferencial em relação aos concorrentes. Um projeto que merece a sua atenção é o FarmGO, da maringaense Agrosight, que traz um conceito de “fazenda conectada” que com toda a certeza chamará a atenção dos produtores atendidos pela sua empresa, a um custo baixo.


Seja bem-vindo à nova revolução da agricultura!

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