Os impactos do Clima para o Agronegócio


É muito comum buscarmos saber logo cedo como se comportará o clima ao longo do dia. Isso faz muito sentido, pois as condições do tempo têm influência na vida de todos os seres vivos. Imagine, então, como esse fator é importante para um setor que depende diretamente das condições climáticas, como o agronegócio. 



Uma vez que as culturas precisam estar em perfeita sintonia com o solo, a água, a luz solar e os sais minerais específicos para se desenvolverem, quando o clima se modifica toda a produção passa a sofrer riscos produtivos. Esse fator crítico é percebido com ainda mais intensidade no Nordeste do Brasil, onde a redução da quantidade de chuvas e altas temperaturas podem prejudicar a produção da lavoura.



A agricultura, não só no Brasil mas em todo o mundo, pode sofrer impactos muito significativos em virtude das mudanças que são observadas no clima. Na verdade, os efeitos das mudanças climáticas já são sentidos há algum tempo em todo o mundo.



Como exemplo temos o caso do ano de 2017, quando os produtores do Distrito Federal deixaram de faturar R$ 600 milhões em virtude da falta de água. Outro dado divulgado pelas autoridades, informou que o atraso na chegada das chuvas em 2018 causaria uma redução de 2,2% na produção de grãos naquela região.



Estudos mostram que tais situações têm se agravado ao longo dos anos. Um relatório da ANA (Agência Nacional de Águas) divulgado pela Folha revelou que, ao longo de 13 anos, as ocorrências de secas cresceram 409% no país. Nesse mesmo período, o número de municípios que decretaram emergência ou calamidade pública em decorrência das secas também aumentou em 199%.



Sendo assim, podemos concluir que o produtor rural terá que aprender a conviver com essas situações climáticas extremas, a fim de manter ou aumentar sua produtividade.



Mas apesar dos efeitos negativos de todas essas mudanças climáticas na agricultura, existem formas de se reduzir os danos ou se adaptar às condições climáticas desfavoráveis. Há métodos agrícolas já conhecidos no mercado e que podem diminuir as emissões de gases poluentes em atividades do setor, otimizar o uso do solo e aprimorar o manejo das culturas. Também pode ser aplicado o replanejamento de plantios, escolhas de sementes e insumos adequados ao clima da região, sistemas de irrigação onde necessário, escolhas de técnicas de cobertura de solo adequadas, dentre muitas outras possibilidades.



Mas, como todo bom projeto, isso exige um bom planejamento.



Destacamos duas “soluções” que podem ajudar a minimizar o efeito de um dos terrores mais comuns no ramo do Agronegócio.



No sistema de plantio direto, o solo não é preparado de modo convencional, com aração e gradagem. A técnica consiste em manter o solo coberto por plantas em desenvolvimento e outros tipos de resíduos vegetais, como palha, comumente oriunda dos resíduos da colheita anterior. Essa cobertura orgânica visa proteger o solo contra o impacto direto da chuva, do excessivo aumento na temperatura do solo pela insolação, e de erosões hídricas e eólicas.



Existem, ainda, tecnologias que podem preservar o uso do solo, otimizando a aplicação de insumos agrícolas e dando maior inteligência à gestão da lavoura. Essas ferramentas, contempladas dentro das tecnologias providas pela agricultura digital, são capazes de analisar o solo, o clima e as condições do plantio para que sejam propostas as melhores soluções em cada caso.



Essas tecnologias, que abrangem equipamentos, imagens de drones e satélites, sensores (como GPS) e softwares, podem auxiliar o produtor rural na tomada de decisões e contribuir para que atividades de plantio, adubação, irrigação, colheita e aplicação de defensivos sejam feitas de modo mais eficiente, reduzindo custos, diminuindo o impacto ambiental e tirando o máximo resultado dentro da climatologia da região onde a propriedade se encontra.



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