Os impactos do Covid-19 no Agronegócio

Praticamente a cada século a humanidade enfrenta uma epidemia de grande escala, e parece que neste ano de 2020 chegou a vez de vencermos mais uma. Toda a sociedade precisa tratar esta situação com seriedade e cautela, mas não podemos perder o controle. Afinal de contas, estamos melhor equipados com medicina avançada e um bom nível de recursos, se comparado com epidemias do passado. Com determinação e a devida segurança, esta pandemia irá, em tempo, ser superada.


Tendo isto em mente, precisamos nos preparar para reparar os danos causados na economia e na sociedade quando voltarmos ao estado de normalidade e, como muitos estão em isolamento para evitar a propagação da doença, podemos usar nosso tempo para organizar este nosso retorno.


Por isso, preparamos hoje uma visualização de como o Agronegócio está sendo (e pode ser no futuro) afetado pela pandemia, cenários possíveis e outras informações relevantes para que gestores e líderes deste mercado possam melhor se preparar para o futuro.


Inicialmente, é importante ressaltar que a falta de alimento no país é extremamente improvável, já que o trabalho no campo continua, minimamente afetado no campo em específico, e o governo está agindo para que a cadeia de abastecimento seja protegida. Recentemente, a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) montou um grupo de monitoramento para avaliar os dados e propor medidas que garantem alimentos seguros à população, além de assegurar a logística da distribuição de produtos e insumos, minimizando prejuízos econômicos ao setor.


Frutas e Hortaliças


Quanto a economia, os efeitos da pandemia começam a se tornar claros. Ao fim deste último mês (março/2020) a CNA avaliou que o setor de frutas e hortaliças, até agora, são atingidos pelo fechamento de restaurantes e estabelecimentos similares, além do cancelamento de voos responsáveis pelo transporte de exportação. Entretanto, esforços já estão sendo feitos para ampliar a compra governamental de alimentos e a rede de fornecedores de varejo, além de tentativas de vendas online entre os consumidores e o produtor rural.


Pecuária


O mercado de carnes também foi alterado, com o anúncio de férias de frigoríficos de bovinos em algumas unidades, causando uma queda no preço do boi. Por enquanto, frigoríficos de aves e suínos ainda não interromperam sua produção, mas as empresas já sentiram queda de 10 a 15% nos pedidos devido a queda no food service. Por outro lado, os pedidos das redes de atacado e varejo começam a aumentar.


Exportação: Milho, Soja e Café


Felizmente, as commodities agrícolas estão valorizadas devido a demanda aquecida, estoque baixos e manutenção do câmbio alto. Até agora os desafios enfrentados por esses setores têm sido o fechamento de lojas e revendas. Segundo a Cogo – Inteligência em Agronegócio, a China recentemente reabriu seu mercado para estoques, o que levou a uma compra de soja do Brasil. Por causa das alterações no preço do dólar, o café e o milho também estão com seu preço em alta, apesar da demanda do milho ter registrado queda. Felizmente, segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o último mês (março/2020) registrou um recorde de exportações, gerando uma receida com cerca de US$ 3,9 bilhões na venda de 11,6 milhões de toneladas de soja. Estes dados demonstram que é preciso encarar nossa atual situação com realismo para alcançar bons resultados.


Neste momento, planejamento e assertividade são valiosos tanto para o produtor como para as organizações do Agronegócio, já que variações nas exportações brasileiras estão previstas para este mês dos grandes importadores do nosso país.


Vencer estes novos desafios enquanto mantém a eficiência produtiva é agora o objetivo de todas as organizações do Agronegócio. Consulte nosso post sobre como superar estas crises e se preparar para outras mudanças no mercado e na sociedade.


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