Plano de Safra

Dando continuidade na sequência de artigos sobre os pilares do CRM¹, posterior ao que foi abordado em Vendas em Campo (CLIQUE AQUI PARA RELEMBRAR), entramos no próximo assunto, que é sobre:

Plano de Safra


Planejar é minimizar riscos, e além disso deve fazer parte das estratégias de atuação de cada empresa, seja ela do agronegócio ou de qualquer outra área. É através deste exemplo que planos e ações são estipulados, com o intuito de estabelecer metas alcançáveis de negócios, o que não deixa de ser uma estratégia para mensurar resultados a curto, médio e longo prazo.

Assim como o planejamento é importante para a sobrevivência de qualquer organização, no segmento do agronegócio não é diferente: saber quais as recomendações e indicações no uso dos insumos agrícolas e demais produtos é imprescindível para agregar mais valor na relação entre o produtor rural e a agrorevenda junto a seus consultores técnicos agropecuários, o que também pode ser chamado de Plano de safra.

Ao analisarmos pela visão do agrorevendedor é importante que o auxílio aconteça, principalmente pelo fato do suporte prestado por parte do revendedor. As recomendações e indicações no uso de produtos se tornam fundamentais, o que de fato soma pontos com o produtor rural e agrega maior valor na relação entre ambos os componentes da negociação. A prática da assistência técnica cresceu com o passar dos anos, visto que a agricultura foi priorizada junto a investimentos pelos governos que se passaram, atitude essa tomada pelo enorme potencial que o agronegócio possui de gerar maior riqueza para as regiões de cultivo e em seus arredores. Resumindo, a promoção da reforma agrária foi primordial para este crescimento notável.

A união do conceito de planejamento junto a análise e adequação a cultura disponível formam o conceito do plano de safra, porém eis a questão: como funciona o plano de safra e como ele pode auxiliar o agronegócio a alavancar seus resultados?

O plano de safra oferece facilidade para articular as negociações da empresa a partir de necessidades e mensuração da capacidade produtiva da propriedade rural do agricultor. A análise pode ser realizada de uma maneira mais detalhada, sendo alguns fatores a serem ressaltados:

Boa condução da Safra: Elemento imprescindível no plano de safra, pois engloba o planejamento desde o início, aprofundando a respeito do consumo de insumos e produtos para melhorar a produtividade, passando por fatores exteriores como o clima até a previsibilidade da safra, o que reflete diretamente sobre as negociações com fornecedores.

Potencial x Produtividade: Confrontar ambas as informações é importante, tanto para o cumprimento de metas quanto para a análise os resultados, e um detalhe importante deve ser constatado, principalmente para comparar o nível de aproveitamento referente a colheita, se o número estimado como potencial foi atingido nos índices de produtividade, caso contrário, são levantados os motivos do não cumprimento, trata-se de um método interessante de planejamento e análise de estimativas e resultados.

Organização de Safra: É observado como uma tendência estratégica para conquistar consumidores o fato de fidelizar a clientela investindo na venda de pacotes completos, os quais são acompanhados de serviço de assistência técnica de qualidade, trata-se de um diferencial. Essa ação reforça o Plano de safra e algumas garantias para uma relação duradoura entre o cliente e o fornecedor, com a confiança, colaboração compromisso, parceria, investimentos e demais benefícios mútuos.

Validação de resultados: De forma a comparar com o que foi proposto no tópico de Potencial x Produtividade, é necessário mensurar o resultado da colheita da determinada cultura conforme as estimativas do potencial da produção, e por fim analisar o resultado final, já que trata-se de uma maneira importante de verificar se o que havia sido previsto na fase de planejamento aconteceu de fato.

Uso da tecnologia para mensurar o plano de safra: Como o mundo do agronegócio se encontra em plena expansão, o uso da tecnologia é considerada uma realidade constante, e em diversos casos podemos verificar como ela vem agregando valor para o crescimento da agricultura e agropecuária. O uso de máquinas com múltiplas funções automatiza o processo de plantio por exemplo, tornando mais prático e rápido se comparado com o método antigo de utilizar dezenas ou centenas de pessoas para semear numa área específica. Desta maneira o uso de novas tecnologias possui reflexos positivos ao somar nos quesitos produtividade e qualidade ao resultado final do plano de safra.

Ao comparar cada um dos fatores que compõe o plano de safra, fica evidente de que é realizada uma análise detalhada nas principais atividades da organização que revende ou distribui insumos e produtos voltados ao agronegócio junto ao agricultor. Desta maneira vem a ser fundamental a parceria destas empresas com o produtor rural, pois a agroindústria depende diretamente da boa relação de ambos para que continue investindo em novas tecnologias e consequentemente melhorando os números do agronegócio brasileiro.

Continuaremos acompanhando mais assuntos voltados aos pilares do CRM Cooperate, a solução especialista no agronegócio! O próximo assunto será sobre GEORREFERENCIAMENTO, até a próxima!



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AUTORES
Vinicius Tansini Pramio ? Marketing de Conteúdo
Carlos Alberto Schulze ? Analista de Inovação

Fontes:
Agrodistribuidor: o futuro da distribuição de insumos no Brasil / Matheus Alberto Cônsoli, Lucas Sciencia do Prado, Matheus Kfouri Marino. ? São Paulo : Atlas, 2011.

Costa, Mônica. Marketing para ganhar o consumidor. Disponível em: http://issuu.com/grupopublique/docs/revista_agrorevenda_n57-single_page  Acesso em: 26/03/15

Revista Agrorevenda, 57 º Edição, Editora Publique, 2014.
http://www.mda.gov.br/portalmda/sites/default/files/user_arquivos_278/Plano%20Safra%2014-15_04jun2014_noite.pdf  Acesso em: 26/03/15

 

[1] CRM ? Oriundo do inglês, Costumer Relationship Management, refere-se a gestão de relacionamento com o cliente.

 

Parte 1 - Planejamento de Visitas

Parte 2 - Recebimento da Produção

Parte 3 - Vendas em Campo

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