Tesouros do Agronegócio – O Milho

Em uma série semanal de artigos, vamos traçar um perfil completo dos produtos mais importantes do país, mostrando através dos dados mais atuais possíveis o quanto eles contribuem para o agronegócio, para que você possa ficar informado por bastante tempo. Na segunda parte desta série, vamos falar sobre o milho.


Quem é o Milho?


O milho é uma das fontes de alimento mais antigas do mundo, sendo cultivado há cerca de 7.000 anos na região do México. Hoje, o milho chama a atenção dos cientistas e agrônomos por ter um potencial de produção extremamente elevado e uma resposta a ações científicas muito positivas, e por isto é a espécie mais testada em laboratórios genéticos. Seu nome vem do latim, milium, que significa ‘milhar’, devido a grande quantia de grãos por espiga.

Energético para o ser humano, o milho é rico em fibras, carboidratos, proteínas e vitaminas do complexo B. Também tem grande valor em açúcares, além de ferro, fósforo, potássio e zinco.

Apesar do milho ser amplamente usado como ração para aves e suínos, seus derivados são muito consumidos pelo ser humano. Um uso pouco conhecido deste produto também é encontrado na indústria, onde seus componentes são transformados em partes fundamentais na manufatura de plásticos, pneus de borracha, tintas e até mesmo etanol.

Alimentos a base de milho são diversos: creme, farinha, flocos, fubá, canjica, polenta, pipoca, óleo de milho, dextrose (açúcar do milho), entre muitos outros.


Produto e produção


O Brasil atualmente é o 3° maior produtor e exportador de milho do mundo. O estado do Paraná lidera a produção nacional por quase 27% da parcela total, seguido pelo Mato Grosso e Minas Gerais. É uma ponta de lança para o agronegócio do país logo ao lado da soja.

O milho está ligado diretamente a Avicultura, sendo responsável por mais de 40% da ração de aves. Na suinocultura, o milho também colabora com 25% das rações.


Custos de Produção

• O custo com operação de máquinas chega a 6% do custo total;

• Gastos com mão-de-obra fixa e temporária giram em torno de 3,5%;

• Os custos com sementes, fertilizantes e defensivos são de 44%.


Fatores de Risco

• Risco Climático;

• Incidência de pragas e doenças;

• Setor exportador – dependente do comportamento do câmbio;

• Commodity sujeita ao comportamento das cotações internacionais. Risco elevado em períodos de alta volatilidade dos preços nos mercados futuros, o que pode levar a perdas com ajuste de margem;

• Custos de produção cotados em dólar e dependentes da matéria-prima petroquímica (fertilizantes e defensivos agrícolas).


Sazonalidade

• No centro-sul, o plantio do milho ocorre do final de agosto até o início de dezembro. Uma segunda safra se inicia em janeiro e vai até junho. A colheita da primeira safra se estende até junho, e da segunda até setembro.

• A safra do norte e do nordeste são bem diferentes, iniciando seu plantio no final de outubro ou novembro e se estendendo até no máximo março. A colheita pode chegar até setembro.


Fornecedores

• O Brasil não possui nenhum fornecedor externo de milho; suas importações são inferiores a 1% do consumo nacional.


Ranking


Maiores Produtores Mundiais (Safra 2016/2017)


EUA – 34,6%

China – 20,8%

Brasil – 9,2%

EU – 5,9%

Argentina – 3,9%

Ucrânia – 2,7%


Maiores Exportadores Mundiais (Safra 2016/17)


EUA – 31,4%

Brasil – 22,4%

Argentina – 18,8%

Ucrância – 13,2%

Rússia – 3,5%

Paraguai – 1,6%

UE – 1,3%


Maiores Consumidores Mundiais (Safra 2016/17)


EUA – 29,7%

China – 22,4%

UE – 6,9%

Brasil – 5,7%

México – 3,8%

Índia – 2,0%


Maiores Importadores Mundiais (Safra 2016/17)


Japão – 10,4%

UE – 9,0%

México – 10,7%

Coréia do Sul – 7,0%

Egito – 6,9%

China – 4,5%


Agora que já falamos sobre o milho e a soja, em nosso próximo post vamos lhe manter informado sobre outro grande produto do agronegócio brasileiro! Siga-nos no Facebook e no Linkedin e confira novos materiais toda terça-feira!

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